O Dia Internacional contra a LBTfobia, neste 17 de maio, deve ser lembrado como um dia de luta contra a discriminação, contra o preconceito e a violência contra a população LGBT. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, que tem entre suas bandeiras o respeito às diferenças, promoveu nesta segunda-feira 17 um debate virtual, com o antropólogo, advogado e atuante na área da diversidade e inclusão com foco LGBTI+, Lucas Bulgarelli, e realizará, na próxima sexta-feira 21, um Momento Bancário com a presença do pastor Henrique Vieira, da Igreja Batista do Caminho, ator, poeta, professor, ex-vereador e militante de direitos humanos. O pastor falará da conjuntura política e pandêmica na vida da população LGBT e sobre a importância de seu acolhimento nas diversas religiosidades, inclusive evangélica, além da luta contra o ódio.

Infelizmente, o ódio aos LGBT é uma realidade no Brasil. O país pelo 12º ano consecutivo foi o que mais assassina transexuais. “Trata-se de mais um ranking vergonhoso para o Brasil. A população LGBT sofre com violência física, moral e psíquica, com a constante supressão de seus direitos humanos mais elementares, direitos essenciais assegurados pelo princípio da dignidade da pessoa humana. Consagrados na Constituição Federal de 1988, por vezes são desrespeitados por um conservadorismo calcado na sociedade e na seara política”, denuncia o dirigente do Sindicato e integrante do coletivo LGBT da entidade, Anderson Pirota.

O dirigente destaca que o 17 de maio, oficializado pela OMS, tornou-se uma data simbólica e histórica para o Movimento LGBT mundial e do Brasil. E lembra que somente no dia 4 de junho de 2010, com o decreto do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, foi reconhecido o dia nacional de combate à homofobia.

Não tenho dúvidas que o 17 de maio é uma data histórica a ser lembrada e comemorada pela população LGBT. Obviamente é um momento fértil para fazermos uma profunda reflexão sobre o atual momento social e político pelo qual estamos vivendo, em especial a população LGBT. E é dessa reflexão que devemos traçar estratégias, transformando-as em ações afirmativas e inclusivas que assegure o respeito incondicional aos direitos da população LGBT. É fundamental que a população LGBT, como agente de cobrança de seus direitos na luta por emprego, acesso à universidade, políticas de saúde e segurança, também proponha e valorize a construção de uma sociedade livre do preconceito e com ações na busca para que todos tenham direitos civis iguais. Não queremos ser mais que os outros, queremos um Estado laico de fato e os mesmos direitos que todos”, finaliza Pirota.

Fonte: SP Bancários